Dirigir cansado ou com sono pode ser letal

Dirigir cansado ou com sono pode ser letal

Com uma frequência cada vez maior, ouvimos as pessoas dizendo que estão cansadas, sobrecarregadas. Junte-se isso horas de sono que são sacrificadas para dar conta do dia a dia e teremos uma verdadeira arma letal no trânsito.

Um estudo da AAA Foundation for Traffic Safety, dos Estados Unidos, feito em 2023, quantificou a relação entre a privação sono e o risco de sinistros de trânsito. De acordo com o estudo, a chance de envolvimento em acidente aumenta à medida que diminuem as horas de sono.

6h a 5h de sono: 1,9x mais chances de envolvimento em acidente
4h a 5h : 4,3x mais risco

4h ou menos: 11,5x mais risco de acidentes - Equivalente a dirigir embriagado 


Ou seja, dormir bem, é essencial para evitar acidentes. O tema, muito discutido na esfera do transporte comercial, que tem, inclusive, legislação específica para garantir o descanso dos motoristas profissionais, é bem pouco abordado quando se fala em segurança no trânsito de maneira mais ampla.

Pelo mesmo estudo da AAA Foundation, a fadiga contribui em 20% para um motorista se envolver em um acidente de trânsito. Já um levantamento feito pela Abramet (Associação de Medicina de Tráfego) a partir de dados de sinistros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre 2014 e 2020, aponta que cerca de 40% dos sinistros nas rodovias federais brasileiras estão relacionados à sonolência.

O sono e a fadiga são apontados como a 3ª maior causa de acidentes de trânsito (causas relacionadas à falta de atenção), ficando atrás apenas uso de álcool e drogas ao volante, 2ª maior causa de acidentes, e do excesso de velocidade, motivo campeão de sinistros nas rodovias federais.

Motoristas sonolentos podem subestimar seu nível de sono ou, ainda pior, optar por atitudes que supostamente vão ajudá-lo a domar o sono para seguir viagem, criando um risco para si mesmo e para outros veículos que trafegam pela mesma rodovia.

O cansaço ou uma noite mal dormida reduzem os reflexos, prejudicam a concentração, aumentam as chances de erro, diminuem o tempo de resposta em caso de risco, e o mais grave, provoca apagões rápidos. No volante, qualquer uma dessas situações pode ser fatal.

Diante dessas informações, a pergunta que fica é, estamos dando a devida atenção aos efeitos do cansaço quando falamos de segurança no trânsito?  Estamos adotando atitudes que nos permitem uma viagem tranquila? 

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